Especialista afirma que crianças e adolescentes sofrem de cefaleia como os adultos

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A cefaleia é uma das queixas mais frequentes entre crianças e adolescentes. Geralmente pouco valorizada por famílias, médico e pelo próprio paciente.  “Infelizmente, é preciso saber que  85% das crianças entre 5 e 12 anos terão cefaleia ao menos uma vez na vida”, é o que explica a  Gladys Arnez, Médica Pediatra e Neurologista Infantil, responsável pela Neurocenterkids, em São Paulo (capital).

A Cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, é uma das queixas mais frequentes nas crianças e adolescentes e, sim, pouco valorizada devido aos mitos,  que a envolvem.

“As pessoas falam que as crianças fazem manha, que a criança só tem dor de cabeça na hora que vai comer, na hora que vai para escola ou na hora de fazer lição. Minha dica é: sempre acredite no seu filho. Leve ao médico. Investigue”, orienta a especialista.

Vários fatores podem causar cefaleia e, entre eles, o estresse, a ansiedade e a depressão.O tratamento é feito com medicamentos sintomáticos ou de manutenção. A cefaleia pode aparecer como uma simples dor de cabeça, sem apresentar nenhum sinal adicional, mas também pode aparecer com sintomas como sensibilidade à claridade e aos odores, náuseas, sendo caracterizada com uma enxaqueca.

A médica explica que existem as cefaleias primarias e as secundárias. “As secundárias são por quadros infecciosos, como por exemplo uma amigdalite, sinusite, que nem sempre está acompanhada de febre. É somente a congestão da face que causa a dor de cabeça. Pode ser uma meningite, algum outro quadro infeccioso, ou ainda pode ser resultado de algum trauma, de alguma queda, por exemplo”, explica.

“Já as cefaleias primárias são aquelas que não têm uma causa bem definida. A mais comum é a cefaleia de tipo tensional, que são mais leves, seguidas pela enxaqueca. Essas geralmente tem uma influência genética e por isso é importante que você dê atenção às reclamações dos seus filhos. Leve-o ao médico para uma avaliação profissional e busque o tratamento adequado. É preciso entender que as queixas são um sinal de alerta precisam ser investigadas”, diz a médica.

Apesar de ter os mesmos tipos de cefaleia que os adultos, as crianças e adolescentes tem queixas diferentes, principalmente as crianças mais novas. E a dor de cabeça intensa pode aparecer na forma crônica nas crianças, prejudicando a rotina de suas vidas.

Um estudo abrangendo o Canadá e os EUA mostrou que 62% das crianças que tiveram tumores cerebrais reclamavam de dores de cabeça. Ainda foi observado que apenas 1% dessas crianças apresentavam cefaleia como sintoma isolado, e 3% no momento do diagnóstico o exame neurológico foi apresentado como normal.

Para saber qual a intensidade da dor de cabeça da criança, uma dica é observar se ela produz algum impacto na rotina. “Os bebês e as crianças menores ainda não saberão descrever se o incômodo está fraco ou forte. Por isso, é importante notar se eles param de brincar quando reclamam da dor. Caso interrompam a atividade, procure o pediatra”.

Após descobrir o que causa a dor, fica mais fácil tratá-la. Mas não se preocupe: há medicamentos que podem aliviar o incômodo de imediato. 

“Nos casos em que a dor é em peso ou aperto (como se estivesse com um capacete justo) com duração de 30 minutos a 72 horas contínuas, com frequência mensal e intensidade leve ou moderada, a indicação é apenas de tratamento da crise, sem a necessidade de medicamentos preventivos.

Os analgésicos, como dipirona e paracetamol, podem ser usados, desde que com frequência moderada. E claro: não cabe a você escolher o remédio. Pergunte antes ao especialista qual medicamento pode ser usado no momento da dor.

As Causas Mais Comuns Para A Dor De Cabeça Nas Crianças Em Situações Onde O Sintoma é Isolado.

1 – Pular Refeições

 Longos intervalos fazem o índice glicêmico diminuir e como o cérebro precisa do oxigênio e da glicose, o metabolismo fica alterado e a dor surge.

Nesse caso, basta comer corretamente para que a dor pare. Ter uma rotina definida, com pequenas porções saudáveis de alimento, a cada três horas, é a melhor forma de prevenção.

2 – Dormir Pouco

É importante que seu filho também tenha rotina para dormir e acordar porque a fadiga cerebral também ocasiona dores de cabeça.

3 – Problemas De Visão

Se o seu filho se queixa de dor de cabeça, ele pode, mesmo sem saber, estar com dificuldade para enxergar. Os músculos que movimentam os olhos estão no osso da cabeça – se são muito exigidos, podem desencadear o desconforto. É preciso consultar um oftalmologista.

 4 – Ranger Os Dentes

Problemas na articulação da mandíbula, como o bruxismo, podem fazer com que a criança tenha dor de cabeça. Em geral, é um tipo de desconforto que aparece pela manhã, já que ela contraiu a região durante o sono. O tratamento será com o dentista – o uso de uma placa que não deixa que os dentes se batam é a solução mais adotada.

Concluindo, ficar sempre atento ao comportamento do seu filho, de modo que consiga relatar exatamente como é a dor do seu filho, que horas ela aparece e suas características, é a melhor maneira de conseguir relatá-la ao médico para obter o melhor diagnóstico e tratamento.

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